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Indústrias locais passam a produzir ingredientes que moinhos importam - 23/09/08

Substâncias que tinham de ser importadas pelos moinhos brasileiros para a produção de trigo de panificação começam a ser produzidas por indústrias do Paraná. As iniciativas prometem reduzir a dependência externa do setor – que começa com a importação de grãos e farinha pelos moinhos para suprir metade do consumo nacional. Uma indústria de Ponta Grossa, a SGS Grupo, começou a produzir um emulsificante conhecido como Mono 90. O ingrediente à base de soja vai permitir que a Granotec fabrique, na Cidade Industrial de Curitiba, enzimas e soluções de nutrição que dependiam de matéria-prima importada.

Esses produtos são adicionados à farinha pelos moinhos com o objetivo de conferir mais leveza e crocância ao pão. São desconhecidos da dona-de-casa, mas estão no trigo industrializado indicado para a panificação. No Paraná, eles terão base vegetal, aceita nos mercados mais exigentes do mundo.

A SGS e a Granotec querem atender os cerca de 200 moinhos existentes no Brasil. Essa rede industrial, por sua vez, fornece matéria-prima para cerca de 50 mil panificadoras e mais 30 mil mercados e supermercados. As duas empresas firmaram parceria para expandir seus negócios.

Os emulsificantes usados no lugar do Mono 90 no Brasil eram 100% importados pelos moinhos através de multinacionais. Segundo a SGS, não há outras fábricas desse ingrediente na América Latina. Existem fornecedores na Europa e em países como China, Malásia e Singapura. A tecnologia que vem sendo adotada pela indústria de Ponta Grossa foi trazida da Alemanha.

Recuperação


A Granotec já produzia enzimas para massa de pão e vai incluir o Mono 90 em suas formulações. “São duas grandes especialistas que se unem para facilitar e beneficiar o processo de fabricação de pães e derivados do trigo para toda a indústria nacional”, afima Eduardo Feliz, diretor da Granotec.

Os produtores de trigo e moinhos também buscam a redução da dependência internacional. Eles querem chegar a um acordo sobre as variedades de sementes mais adequadas não só ao clima, mas também às exigências do mercado consumidor interno. Neste ano, a produção de trigo deve aumentar, mas continuará sendo insuficiente para o ano todo.


Fonte: Gazeta Mercantil


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